CLICK HERE FOR THOUSANDS OF FREE BLOGGER TEMPLATES »

Domingo, Novembro 22, 2009

É o Amor



NOSSOS VOTOS DE BOA SORTE PRA VC, PATRICE QUERIDO. ARRASA NO VESTIBULAR! A GENTE TE AMA.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Lela Pala Tute

Essa música salvou meu dia.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Gattaca

Daqui a uns dias, meu pai completará 56 anos. Não me canso de pensar que quando eu nasci, ele e mamis eram dois adolescentes brincando de casinha; meu pai ainda na faculdade e achando o máximo ter pego DP de estatística porque virava as noites cuidando de mim. As revistas fazem matérias sobre pais adolescentes, mas nunca ninguém escreveu sobre os filhos de pais adolescentes!

Tá certo que isso era bem comum no tempo dos nossos bisavós, tataravós e tal, mas isso de ter filho cedissimo não é coisa do século XX, quando as mulheres começaram a trabalhar, queimaram sutiãs, garantiram seu direito ao voto e etecetera e tal.

Assim, mamis e papitous se tornaram pontos fora da curva, porque casaram cedo e tiveram filhos cedo. Tudo isso pra dizer que quando eu tinha 2 meses de idade, meu pai molhou minha chupeta na coca cola e botou na minha boca, "pra ver o que acontecia". Óbeveo que eu gostei e óbeveo que me tornei uma cocacólatra. Já pensou se ele tivesse dado vódega pra eu experimentar??? Medo.
Ele deu vinho também, mas nao gostei muito. Meus tios insistiam, e desde muito cedo, entendi que gostar de vinho fazia parte do "italian way of life".

Quando meus pais acharam que era hora de ensinar os filhos a nadar, jogavam a gente na piscina pra ver o que acontecia. Experiência genética totalis. Taca lá pra ver no que dá. E assim eu fui criada, com muita liberdade pra experimentar, mas sempre com muitas regras pra seguir, porque né? Meus pais sabiam muito bem que criar filho é tentativa e erro, e na dúvida, bota regra que fica tudo mais fácil.

Mas papitous, apesar da ranhetice, é um cara muito bacana, muito à frente do seu tempo. Durante muitos anos, era ele quem acompanhava a mim e minha irmã nas consultas com a ginecologista e quando minha irmã engravidou do meu sobrinho, era ele quem ia com ela nas consultas do pré natal, quando meu cunhado não podia ir.

Nunca exigiu que as filhas se casassem na igreja ou no civil, pelo contrário: a única exigência dele foi que escolhessemos pessoas do bem e fossemos felizes. Como ele mesmo diz, papel é só um detalhe formal e amor não precisa de formalidades.

Meu pai e eu somos, ao mesmo tempo, muito parecidos e muito diferentes. Acho que é porque ele me deu a segurança e a liberdade de experimentar coisas e viver do jeito que eu sempre achei melhor. Eu tive que brigar muito pra ele me deixar quebrar a cara, mas no fim as coisas entraram nos eixos.

E saber que posso contar com meu pai é um alento, porque ele é um grande homem, um grande pai e um grande avô. E também um grande amigo.

Feliz aniversário, papitous!

Domingo, Outubro 25, 2009

existe vida na madrugada


Costumamos dormir escutando música. A mania começou não lembro como, mas durante muitos meses, nos revezávamos na escolha da trilha sonora que embalaria nosso sono, até que um dia, fomos dormir escutando Enya. Desde então, as músicas "new age" substituem o silêncio da noite e nos acompanham até os braços de Morfeu.
Acontece que eu ando com insônia e fico lendo até altas, até o sono chegar, principalmente agora que estou lendo um livro sensacional. Recomendo tanto que até fotografei!

Patrice, querido, vc vai amar, vou te mandar um de Natal.


Não sei tirar foto invertida usando o Photo Booth, bota um espelho na frente da tela pra descobrir o nome do livro, se for o caso.

:)

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Hoje, falei de vc pra umas amigas novas. Contei como nos conhecemos e o que você representou pra mim naquele momento tão difícil. Contei também como nos encontramos, o presente que eu te levei e tudo o que veio depois: sanduíches de frango na madrugada, viagens à sua casa com o carro quebrando e sem crédito no celular, brigas ridídulas por SMS e outras coisas mais.
Você me levou pra fazer minha primeira tatuagem, lembra? E ainda me fotografou fazendo umas caretas ridículas, só pq eu nao queria admitir que tava doendo. E rimos juntas depois da história do tatuador formado pela UniCarandiru...
Comemoramos um aniversário meu juntas, lembra? E te botei pra dormir no dia em que você encheu a cara e perdemos o show da Reles.
Aquele bate e volta pra praia foi sensacional, fazia tempo que não tínhamos um dia inteiro pra dar risada e achar que a vida é linda, e sabe do que mais? É nessas horas que a gente dá valor pros amigos que tem: quando paramos pra lembrar das histórias divertidas e dos momentos memoráveis, e é por isso que eu te amo.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Conto de Fadas

Não fui uma adolescente típica, não fiz agenda, não usava bolsa (carregava tudo nos bolsos da calça jeans, ou dentro do tênis). Ainda bem que os anos passam e a gente evolui.
Mas fui uma adolescente romântica, que sonhava com príncipes e cavalos brancos e torres de marfim e salvamentos mirabolantes. Que, claro, nunca aconteceram, porque né? Eles não existem...
Muitos anos se passaram, conheci um sujeito com quem comecei a namorar e ai fodeu, o cara não era NADA romântico, um príncipe encantado às avessas! Até ai, tudo bem, porque eu também não tenho talento pra Branca de Neve. Eis que um dia saiu um desenho que lavou nossas almas, viramos fãs e até os amigos nos reconheceram nesse casal. E como a música é ótema e o clipe também, resolvi colocar aqui, porque hoje ele fez todas as porquices possíveis quando levantou, me deu beijo de tchau e me ligou mais tarde, reclamando que eu ainda não tinha saído pra trabalhar.

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

Daí.

Daí que a gente escreveu a história de amor mais bonita de todos os tempos. E documentamos quase todas as palavras, menos o fim. Eu pego esse caderno que tem seu nome gravado em letrinhas prateadas na capa, e durmo com aquela sua blusa mostarda que me envolve como um abraço de domingo a tarde jogados na cama depois de passeio, risada, amor e cachoeira, no rancho do Osmar, as montanhas em volta e a varandinha na frente. O som da risada da gente, o meu cabelo molhado, os teus olhos devotos do dia em que nos casamos ali, com a natureza de testemunha e a moqueca capixaba de almoço de comemoração. Você não vê que enquanto eu escrevo as lágrimas pingam gordas, uma depois da outra, e o meu nariz escorre como quando eu chorava na sua frente e você sorria dizendo que com um nariz tão pequeno não sabia como eu podia respirar, e limpava meu choro com as mãos. O cadreno que você me deu quando veio me ver com urgência, com o desespero de quem não se podia dar ao luxo de não estar perto daquilo que buscou durante toda uma vida. Fomos todos os clichês do mundo. Eu enxugo meu nariz e respiro os momentos. Os e-mails e o documento que registrava nossos dias distantes e os dias juntos, aquele plano besta de ter uma família e de sorrir pela manhã e de encontrar os olhos mais bonitos do mundo todos os dias. O plano que todo mundo faz e não dá certo. E dái que eu me escondo na porralouquice dos dias e das metas e dos planos de carreira, na rotina do "café cigarro cerveja estou tão cansada mas a vida é isso mesmo". Também não sei qual era o plano certo, meu (ex) amor. Era mais fácil não precisar escolher. Eu finjo a vida como uma coisa que está ali e a gente faz o que pode.